sábado, 1 de maio de 2010

PALAVRAS doces e salgadas podem jorrar da mesma fonte

não gosto de contradizer a bíblia.. eu tenho fé nela..

mas tá ae uma coisa que o ser humano pode fazer..
e se vc não entende que é ser.. o humano enlouquecE !

terça-feira, 2 de março de 2010

..dos primeiros dias de um novo ano

“Dedé: bebê da zona rural. Já anda. Apóia-se na ombreira da porta passando, com muita precaução, da sala para o vestíbulo. Uma vez conseguido isto, ele vai ficar de quatro para descer engatinhando os três degraus de pedra que levam ao pátio. Conseguiu! Encontra-se frente a frente com um gato: eles se olham, depois cada um segue o seu caminho. Esta é a primeira meia hora de seu dia que contará com dezesseis. Ninguém para lembrar que ele é apenas uma criança: ele sabe por si mesmo coisas que não estão ainda ao seu alcance. Ninguém para preveni-lo de que um gato pode arranhar, e que não pode descer a escada sozinho. Ninguém para intervir em suas relações com as crianças mais velhas. Então o que pode acontecer é que se machuque: um arranhão, uma cicatriz. Mas não quero dizer com isto que você precisa substituir a super proteção por uma total ausência de certa proteção. Apenas explico que, no campo, uma criança de um ano já vive, enquanto que entre nós um rapaz de dezoito anos apenas se prepara para viver. Quanto tempo lhe será necessário para realmente começar a vida?” Janusz Korczak

Essa citação está no ultimo post do mamíferas. Me chamou atenção porque exemplifica um pouco do que repeti algumas vezes desde meu aniversário no ultimo domingo. Não quero ser pretenciosa, mas da afirmação, "Apenas explico que, no campo, uma criança de um ano já vive, enquanto que entre nós um rapaz de dezoito anos apenas se prepara para viver." , eu me encontro mais próxima do bebe do campo, que do jovem da zona urbana.

Meus pais são separados desde que eu tinha 2 anos, fui criada pela minha avó materna e visitava-os ou recebia-os de visita nas férias (como faço até hoje). Quando comecei a estudar, ainda ia fazer 3 anos, minha avó saia muito cedo pra trabalhar e ficava para os meus tios a responsabilidade de me arrumar pra escola.. imagine a bagunça.. dar banhos, pentear meus cabelos que por muito tempo foram bem longos,arrumar a lancheira, coisas que quase nunca ficavam como eu queria (lembro eu já queria algo) fui então aprendendo a pentear meus cabelos sozinha e as outras cositas mais, e com seis anos já ia sozinha pra escolinha que ficava aqui no bairro mesmo.

Com 14 decidi ir morar em Niterói, com minha irmã mais velha e mais próximo da minha mãe. Mas não foi bem esse o motivo, além da minha vontade de mudança da pré-adolescencia, tinha a oportunidade de estudar num dos melhores colégios da cidade com bolsa integral. Na época, fui considerada uma rebelde (novidade) e ingrata. Estava abandonando minha avó, que agora tinha apenas mais um filho solteiro dentro de casa. Mas pensei em mim, no que eu queria, e na oportunidade que me era dada. Fui em frente, e graças a essa rebeldia hoje estou no 6º/7º período de Rádio e TV numa Universidade Estadual, sou militante e isso tem um significado importante pra mim (comecei como secundarista), conheço vários estados do país, e tenho amizades que não troco por nada nesse mundo.

Aos 20 anos, engravidei, de uma pessoa que não nasceu pra ter filhos, não por nada, mas que ao meu ver, escolheu pra sua vida ser livre, viver sem responsabilidades tão sérias e gostosas como essa da paternidade. Engravidei, antes, muito antes do que queria, do que sempre quiz, não da maneira que queria e que sempre quiz. Dentre as minhas escolhas, decidi abortar as minhas vontades de antes, abortar a vontade de outros, conceber meu filho, e encarar o que isso representaria e representa pra mim.

Ao completar 21 anos, não só uma, mas algumas pessoas me perguntaram sobre aquele momento que quase todo mundo tem no seu dia, "Relembrar o passando e pensar no futuro!". Minha resposta? Acho que minha vida me pede pra fazer isso todos os dias, desde sempre! Na irracionalidade da paixão, na racionalidade da razão, a todo tempo sou incentivada a encarar a realidade de frente, e assumir as responsabilidades que isso significa, mesmo que seja ter mais uma ou duas disciplinas reprovadas no histórico da faculdade, por considerar o professor um merda (que vai me dar aula esse semestre de novo) ou por escolher a LUTA por uma sociedade mais justa pra mim (porque vê-lo viver bem vais me fazer bem também).
Aprendi a encarar a realidade de frente, e pensar nas possibilidades dessa realidade, e se me der preguiça, tirar um cochilo ou dar uma namorada porque também sou gente.

Contudo, vou lembrando do Passado, que me mostra como sou forte, como posso fazer muito mais e melhor do que já fiz, e que me dá coragem pra pensar no FUTURO que posso ter, com os amigos, com um grande amor e agora, com essa pessoinha que esta por vir, e que apesar de fazer parte do presente também é mais uma ponte pra um FUTURO, feliz e bem vivido.
O que para os fracos é só uma fantasia, um faz de conta, um sonho mimado de toda mulher, pra mim, é resposta racional do mundo as escolhas racionais que faço, e que com coragem e força vou viver Feliz!

Êaaa !

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Paixão


Autor: Filipe Cabral

"Para mim, o titulo ideal é: Do tempo da prosa com cara de poesia."


É fato, já diagnosticado e comprovado. O mais importante da nossa vida são as paixões. Me desculpem os mais tradicionais. O amor tem seu valor, sua beleza e importância, mas bom mesmo é o sentimento da paixão. Aquele estouro de sensações que pode fazer com que, mesmo nas últimas velas assopradas da vida, nos sintamos ansiosos e empolgados como no tempo das primeiras espinhas na cara.
Que fique bem claro, nada contra o amor! Mas convenhamos que se o amor nos promete a tranqüilidade perene de um colo quente, nos acalma e nos cria sorrisos mansos no rosto, a paixão tem o passe livre entre céu e inferno, une e separa ao mesmo tempo, nos faz molhar o sorriso com lágrimas, engravida. A paixão é o que expande veias e artérias, é final do carioca no Maracanã, o porre de uísque, o carnaval na Sapucaí, a apoteose dos sentidos, é o tesão do amor.
Muita gente, talvez iludida num mundo de borboletas, flores e céu azul de Hollywood, chega a afirmar que casar é a solução. Para isso vivemos. Também não sou contra o casamento, mas não há mortal nesse mundo que me convença de que o casamento seja o remédio para todos os males. Aliás, o que não falta é gente que morre dizendo o contrário. Um casamento sem paixão ou do qual a paixão se despede com o tempo é flor sem água, sexta-feira sem cerveja, feijoada sem samba, Rio sem Ipanema e Madureira. Apesar do conforto de um amor pra vida toda, o que eu gosto, de verdade, é de me apaixonar. Por tudo, por todas, a toda hora, momento, instante, em qualquer lugar ou em lugar nenhum. Basta uma gargalhada bem dada, uma fina alça de blusa caída do ombro, um sotaque mais puxado, um samba a dois ou uma citação bem colocada de Marx, Gramsci, Nietzche, Bauman, tanto faz para que o mundo ganhe contornos coloridos e um novo dia nasça. Ao contrário do amor, a paixão não exige a perfeição completa e a integridade da beleza e aprumo para se manifestar. Grande escritor e ídolo, Xico Sá afirma em seus textos que “mulher é metonímia, a parte pelo todo, sempre encontramos, naquela que se acha a mais feia das mulheres, um pedaço da anatomia capaz de provocar uma inexplicável razão de viver”. E mesmo sem muita propriedade pra falar, acredito que o mesmo deva acontecer com os homens, ainda que, em minha opinião particular, tenham uma anatomia bem desprivilegiada em relação a das mulheres.
A paixão nos permite um leque de possibilidades que nenhum outro sentimento é capaz. Nos apaixonamos, ontem, hoje, amanha, no trabalho, no mês que vem, na escola, faculdade, na fila do supermercado, na mesa de bar, no ensaio da bateria ou numa cerimônia religiosa ortodoxa. Por uma mulher, por outra depois, pela mesma de antes mais uma vez, por homem, amigos, histórias, por gatos e gatas, cachorros e cachorras, galinhas, pintos, pererecas e piranhas, seja lá o que ou quem for. Apesar de não ser sempre a mesma, a paixão, ao contrário do amor, consegue ser constante na vida. Ela foi, é e ainda há de ser num outro dia, mês ou ano. Mesmo quando morta, é capaz de ressurgir das cinzas por um simples telefonema, carta, e-mail ou mesmo por um encontro inesperado.
Além de tudo, a paixão não implica posse. Por sua característica geral e passageira ela pode não me permitir dizer que “sou de todo mundo e todo mundo é meu também” (Platão que o diga), mas também não me torna um proprietário de algo ou alguém. A grande graça, talvez, resida justamente nessa fugacidade. Na necessidade e possibilidade de se renovar todos os dias. “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”, já dizia o poetinha referindo-se, quem sabe precipitadamente, ao amor. A paixão é isso. É um balanço à sorte da maré, é o vai e vem, o início e o fim, é sístole e diástole. Conclusão geral: Não há saída, na verdade, todo mundo quer se apaixonar.


Imagem: "All saint day I" Kandinsky

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Nas filas da vida..


Nesses 5 (quase 6) meses de gestação peguei fila preferencial 3 vezes.
A primeira no banco. Estava com muita fome e sabia que se esperasse toda fila comum passaria mal ali mesmo.
A segunda, também no banco, fazia um calor infernal, tinha andado um bocado, e ao avistar aquela fila enorme, sem ao menos um lugar para sentar por perto, resolvi optar pelo que me era de direito.
Na terceira, hoje, fui a lotérica que está sempre cheia, e que já algumas vezes enfrentei a fila comum, mesmo estando gestante. Mas hoje, era simplesmente impossível, acordei com cãibras, os minutos que passei na fila preferencial já foi bastante desconfortável e, até agora minhas panturrilhas doem.
Mas as pessoas não sabem disso, na verdade, elas só vêem uma barriguinha que nem tá tão grande assim!
Afinal, porque gestantes tem preferência em filas?
Nas duas ultimas situações, passei pelo desconforto de ter que explicar porque isso acontece, pois não ia deixar que as pessoas ali permanecessem na sua ignorância, e que gestantes como eu,novas, fortes e com barriguinhas nem tão grandes assim, continuassem sofrendo com os mesmos questionamentos.
Gestantes têm preferência em filas porque a fome é em dobro, porque o peso que ela carrega, não é dela mas, de alguém dentro dela, e por isso causa um certo desconforto, mesmo que a barriga ainda não apareça. Gestantes ficam com seus pés inchados, e isso é muito desconfortável, eles parecem que vão explodir, e você nem sente os dedos tocar o chão. Acordar com cãibra então, essa foi minha primeira vez, e estou orando para que não aconteça de novo, porque a dor é terrível.

Não pensava em falar sobre esses desconfortos da gravidez. Acho que isso tudo é irrelevante perto das sensações boas que inclusive já escrevi um pouco sobre falando no 1 . Também porque, acho que, se esse é um direito de grávida, não precisava ser questionado. Mas quando isso acontece, surgem outros questionamentos:
- Como pode uma mulher me questionar sobre o direito da gestante ter preferência em filas?
- Ela ainda acha que eu vim de propósito porque sabia que que não enfrentaria a mesma fila que ela?

entre outros..

Enfim, todas as mulheres têm o direito de engravidar, e as mesmas, ainda grávidas, tem o direito de pagar suas contas, e se utilizarem de serviços de banco, supermercados etc. Portanto, respeitem esses direitos e passem a informação adiante!
;)

pS. Quase esqueço, teve uma vez que furei a fila da Thalma de Freitas num supermercado lá em São Paulo, ela é amiga do Fabrício que pediu licença porque precisavamos correr pra pegar o portão da PUC - SP aberto (COBRECOS 2010) rs.. mas essa é outra história!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Carnavalia



"Vem pra minha ala
Que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história
Que hoje é dia de glória nesse lugar

Vem comemorar
Escandalizar ninguem
Vem me namorar
Vou te namorar também

Vamos pra avenida
Desfilar a vida
Carnavalizar

Na Portela tem Mocidade
Imperatriz
No Império tem
Uma Vila tão feliz
Beija-Flor vem ver
A porta-bandeira
Na Mangueira tem morena da Tradição

Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim

(Samborim)

Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim

La la la la la la la la la la
La la la la la la la la la la

La la la la la la la la la la
Aonde?
La la la la la la la la la"



Um dia desses no mamíferas a Kalu escreveu uma história
que simbolizava a chegada do filho dela ao mundo..

Pra mim essa música conta um pouco do sentimento
que tenho por essa história que tá só começandO*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

... sobre maiS (o que vc não viu na tV )

Recebi este e-mail com alguns vídeos sobre a criminalização dos movimentos sociais. Como eu acredito que a grande mídia não repercute estes fatos, acho que nós temos o papel de, pelo menos, difundir estes atos de autoritarismo.

Encaminho alguns vídeos sobre as manifestações de violência e de protestos contra a Criminalização do MST.

-Criminalizaçã o do MST no RS:
http://www.youtube.com/watch?v=bSSwRkySZNE

-Carta dos Movimentos Sociais Gaúchos:
http://www.youtube.com/watch?v=-rogHIQuMow&feature=related

-Denúncia de advogado contra a criminalizaçãod o MST:
http://www.youtube.com/watch?v=CxtrKnevkkY&feature=related

- Ato contra a criminalização dos movimentos sociais no Encontro Nacional dos estudantes de Educação Física e no Encontro de estudantes de Agronomia- Porto Alegre.
http://www.youtube.com/watch?v=I2THLWE6UUo

Juventude que ousa lutar constrói o poder popular!!!


" É verdade que depois de derrubadas as cercas do latifúndio, outras se levantarão: as cercas do judiciário, as cercas da polícia(ou das mílicias privadas), as cercas dos meios de comunicação de massa... Mas é verdade também que cada vez mais caem as cercas e a sociedade é obrigada a olhar e discutir o tamanho das desigualdades, o tamanho da opulência e da Miséria, o tamanho da fartura e da fome." (Pedro Tierra,1995)

Saudações Socialistas

sábado, 13 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL



Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’..

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude...

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *